16/07/08 – QUARTA-FEIRA
16h35 – Jovens rezam e veneram relíquias de Beato em Sidney
Da Redação, com ACI
A liturgia foi presidida por Padre Thomas Rosica, responsável pela JMJ, que recordou a vida do Beato, a partir do Sermão da montanha do Evangelho de Mateus. Os jovens rezaram as Vésperas e fizeram uma Adoração Eucarística. Entre os presentes estava a sobrinha do Beato italiano, Wanda Gawronska
.: Corpo de beato morto aos 24 anos é exposto na Catedral de Sidney
Padre Thomas destacou que “as bem-aventuranças no sermão de Cristo são uma receita para a santidade extrema. Cada crise que a Igreja confronta, cada crise que o mundo deve enfrentar, é uma crise de Santos. Vê-se que é uma época em que os jovens e as jovens necessitam verdadeiros heróis, assim é a nossa”.
Referindo-se ao Beato, Padre Thomas disse que ” Pier Giorgio não escolheu ser sacerdote ou religioso, preferindo dar testemunho do Evangelho como leigo. Nunca fundou uma ordem religiosa ou deu vida a um movimento eclesiástico. Nunca dirigiu um exército nem foi eleito para um posto público. A morte lhe chegou antes que pudesse formar-se. Nunca pôde começar uma carreira. Não pôde descobrir qual poderia ter sido sua vocação. Em soma, era simplesmente um jovem apaixonado por sua família e amigos, apaixonado pelas montanhas e o mar; mas sobre tudo apaixonado por Deus”.
Depois de assegurar que as duas colunas de sua vida eram a Eucaristia e o amor à Virgem Maria, o sacerdote assinalou que “o que tinha, Pier Giorgio o doava para ajudar aos pobres, utilizando inclusive o que lhe custava andar em ônibus e ir correndo em lugar de pegá-lo, para chegar a tempo a casa na hora da comida. Os pobres e sofredores eram seus patrões e literalmente ele era seu servidor, coisa que considerava um privilégio”.
Até esta sexta-feira, 18, se realiza uma exposição no Exhibition Hall, em Sidney, sobre a vida do Beato italiano, organizada pelo serviço de pastoral juvenil do Episcopado italiano.
Fonte: CN Notícias
11h48 – Papa envia novo torpedo para os jovens em Sidney
Ecclesia
Bento XVI enviou a segunda mensagem de texto por celular aos peregrinos católicos presentes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Sidney. As mensagens estão entre os serviços digitais oferecidos pela primeira vez durante o evento.
A SMS dizia: “O Espírito Santo deu aos apóstolos e dá-te o poder de proclamar que Cristo ressuscitou – BXVI”.
Os peregrinos também podem enviar mensagens especiais com pedidos de oração para os quatro telões gigantes montados ao redor de Sidney, nos principais locais que acolhem os jovens.
Fonte: CN Notícias
10h34 – Experiência dos jovens da China presentes pela 1ª vez na JMJ
No inverno de sol brilhante o velho porto de Barrangaroo tornou-se um movimentado mar de bandeiras nacionais aberto acima das cabeças dos 150 mil peregrinos que vieram de diferentes lugares do planeta para celebrar sua fé.
Entre as bandeiras, uma parte era da China: Cerca de 60 peregrinos da China participam da Jornada Mundial da Juventude em Sidney. Entre eles, estão sacerdotes, que não estavam registrados como padres para o governo chinês e, pela primeira vez em suas vidas, usaram o clégima (colarinho branco e preto) que os identificam como padre católico.
Os peregrinos chineses afirmaram que estão surpresos de estarem em Sidney. “Nós podemos sentir o Espírito Santo trabalhar sobre nós”, disse uma jovem mulher. “Todos os nossos jovens sentem a mão de Deus que se desloca sobre eles, curando-os e tornando-os mais fortes”.
Os peregrinos concordaram em conversar com o Catholic News Service nesta terça, 15, dia da abertura da JMJ, se os seus verdadeiros nomes não fossem utilizados. O Padre Li disse que durante os primeiros 20 anos de sua vida, ele nunca tinha encontrado um sacerdote. “Sacerdotes eram figuras heróicas, tinha ouvido falar, mas nunca vi”, declarou o padre, disse que a fé católica era praticada secretamente em sua casa sob a ameaça de perseguição governamental. “Os pais e avós mantiveram a fé forte”.
Padre Li disse que na China hoje “as coisas estão melhorando um pouco”, mas muito ainda depende da tolerância das autoridades locais e provinciais de saber se a Igreja tem um perfil legítimo. Ele falou das duas comunidades católicas da China – aqueles que se registram com o governo e aqueles que se recusam a registar-se e continuam a operar de maneira semi-clandestina.
“O governo permite poucos seminários para formar o número de padres na igreja oficial, de modo que a Igreja clandestina está muito longe de se parecer com a Igreja oficial”, alegou o sacerdote. Tal como quando ele estava com 20 anos de idade, na província de Hebei, Padre Li participou de uma convocação secreta para uma Missa, como todos esses encontros, a liturgia foi celebrada a velocidade relâmpago, por receio de descoberta.
Foi nessa Missa que o Padre Li encontrou o primeiro sacerdote e, recebeu Comunhão, e foi ali que ele percebeu sua vocação.
Acompanhando os peregrinos chineses, estava um jovem texano, de 22 anos de idade, que vem estudando chinês, enquanto trabalha como um missionário leigo; ele não quis ser identificado por medo de comprometer a sua capacidade de trabalho na China. Suas ligações com uma base no Arizona E.U. Com um grupo de jovens católicos da América do Norte e assegurou que as “tarifas e inscrições para a Jornada Mundial da Juventude, dos peregrinos, foram pagos através de uma doação de US$ 20 mil (E.U.). “É um pequeno milagre em suas vidas”, disse ele sobre a viagem.
O texano disse que ele encontra em seu ministério “as pessoas que estão desesperadas para conhecer a um Deus verdadeiro”. “Seus avós achavam que o comunismo era a salvação do mundo. Seus pais disseram o mesmo do capitalismo. Eles foram decepcionadso com ambas”, disse ele. “Quando eles aprendem que Deus é um Pai que ama individualmente cada um, eles choram com a realização,” disse ele.
“É uma Igreja muito emocional, pois eles sentem profundamente a fé em seus corações”. Ele disse que a experiência que os chineses peregrinos estão tendo em Sidney serão incalculáveis. “Estes são os jovens que são líderes em suas comunidades. Meu trabalho não é para converter as pessoas, trata-se de elevar esses líderes na Igreja”, disse ele.
Fonte: CN Notícias
09h42 – Jovem aborígene irá almoçar com o Papa
Craig Ashby, 21 anos, é um dos dois australianos escolhidos para almoçar com o Papa Bento XVI nesta sexta-feira, 18, em reconhecimento do seu trabalho na comunidade Walgett, norte NSW, e para o Indígenas Australian Education Foundation. “Eu estava trabalhando muito para colocar os nossos filhos em escolas de boa educação privada, recebendo-os fora da comunidade, e longe das influências negativas”, disse ele.
Ashby disse que pensa em compartilhar sua história com o Papa, “estou indo para dizer-lhe sobre a minha viagem, de onde eu venho, que cresci em Walgett e, a forma como a Igreja tem impacto em mim e como tenho me superado através dela”.
O jovem, atualmente um estudante universitário, disse que deve tudo ao seu pároco, Padre PJ O’Neill, que o ajudou “colocando no bom caminho na vida”.
“Através dele eu descobri a minha espiritualidade e minha relação com a Igreja”, disse ele. “Eu não estava vivendo o caminho certo, ficava correndo na rua, não ia para a escola, não respeitava minha cultura. Então, eu realmente abri meus olhos e descobri sobre os problemas dentro de minha comunidade. Mas que, também, queria aprender mais sobre a minha cultura”.
Segundo Ashby, que está no último ano da Universidade de Sidney, seu objetivo, após se formar, é obter alguma experiência de trabalho em Sidney antes de regressar a Walgett.
No último censo 2006, havia 101.102 Católicos Aborígenes Australianos. Isso corresponde a 22,2% de todos os Aborígenes Australianos. O número aumentou 7% entre 2001 e 2006.
Fonte: CN Notícias
09h27 – Futuro dos jovens é tema de destaque de coletiva em Sidney
O respeito pelas reservas naturais e pela vida, as perspectivas de futuro para os jovens e o impulso deste 23° Dia Mundial da Juventude, foram os temas abordados pelo Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, numa coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 15, em Sidney no âmbito do evento.
O Cardeal sublinhou que a Jornada Mundial da Juventude é um evento válido, eficaz para o crescimento da fé nos jovens. Dom Bagnasco ressaltou que a Igreja tem a tarefa de apresentar os valores que realmente contam na vida a fim de responder àqueles que buscam ideais árduos, mas verdadeiros, pelo quais vale à pena sacrificar a vida.
Dom Bagnasco ressaltou ainda que a Igreja deve empenhar-se para que existam perspectivas de futuro para os jovens em nível de trabalho, de compromisso, de moradia: condições que impedem os jovens hoje de enfrentar a vida e formar uma família.
Segundo o presidente da CEI, a JMJ continua atraindo muitos jovens, até mesmo aqueles que não freqüentam habitualmente a Igreja. “Antes de uma escolha de fé eles buscam a vida, a plenitude do amor, a felicidade verdadeira, os ideais que não encontram nas efêmeras experiências cotidianas”, ressaltou o Cardeal.
Já o Cardeal Arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, disse que os jovens vão a este evento com a esperança de viver uma forte experiência, de ouvir a mensagem do Papa e descobrir a realidade da Igreja na Austrália.
O cardeal francês ressaltou ainda que a JMJ é uma experiência que ajuda muitas pessoas a descobrir que a fé cristã pode ser visível na sociedade.
Fonte: Rádio Vaticano e CN Noticias
09h10 – Papa se dirige à Residência Episcopal, em Sidney
Rádio Vaticano
O Papa Bento XVI deixou nesta quarta-feira, às 18h, horário local (5h, horário de Brasília), o Centro de Estudos do Opus Dei, em Kenthurst, e se dirigiu, de automóvel, para a Residência Episcopal da Catedral de Sidney, a 54 quilômetros de distância do local onde estava.
Nesta manhã, Bento XVI celebrou Missa na Capela da residência que o hospedou nos primeiros dias da sua Viagem Apostólica. Depois, abençoou a pedra fundamental do novo edifício do Centro de Kenthurst, destinada à formação da juventude.
Ao se despedir dos presentes, um grupo de dez jovens que trabalham no zoológico de Sidney, mostraram pequenos animais típicos daquele país, como um canguru, um coala, uma serpente, um papagaio e um crocodilo. Como lembrança, deram ao Papa um coala de pelúcia. Estavam presentes os Cardeais Tarcisio Bertone e George Pell, além do seu secretário pessoal, George Gaenswein, e o organizador das viagens papais, Alberto Gasbarri.
Sidney
Enfim, após se despedidir e agradecer aos funcionários e membros do Opus, o Papa se transferiu à residência episcopal de Sidney, onde permanecerá até o final da sua Viagem Apostólica à Austrália. O Santo Padre jantou com a sua comitiva e ali pernoitará.
Amanhã, 17, o Santo Padre iniciará cedo suas atividades públicas. Depois de três dias de adaptação, descanso, meditação, oração e passeios, o Papa se dirigirá à Residência Governamental de Sidney, onde haverá a cerimônia de boas-vindas.
A seguir, Bento XVI visitará o monumento memorial da bem-aventurada Mary MacKillop, conhecida como Madre Maria da Cruz, a primeira australiana elevada à glória dos altares pelo Papa JPII, em 1995. Depois, vai fazer uma visita de cortesia ao Governador Geral da Austrália, Michel Jeffery, onde se encontrará também com o Primeiro Ministro Kevin Rudd.
Aborígenes
No final da tarde, Bento XVI vai se encontrar, brevemente, com a comunidade aborígene, que lhe apresentará suas danças típicas e cantos tradicionais, no porto da Baía de Sidney.
Na Missa conclusiva do evento, no próximo domingo, um grupo de aborígenes representará os povos nativos da Austrália. No entanto, nestes dias, o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, visitou uma aldeia de aborígenes, acompanhado por alguns outros membros da comitiva papal.
Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, em seus pronunciamentos Bento XVI vai abordar a questão do respeito pelos aborígenes.
Em 2006, numa Carta enviada por ocasião dos 20 anos da visita de João Paulo II à Austrália, Bento XVI referiu-se ao assunto, afirmando que “só através da aceitação da sua história, é possível chegar a uma sã compreensão da realidade contemporânea e aderir à visão de um futuro harmonioso”.
Nossa Senhora dos Aborígenes
Ao chegar ao território australiano, domingo de manhã, durante a escala técnica do vôo papal, no aeroporto de Darwin, Bento XVI recebeu de presente dos aborígenes uma réplica da imagem de “Nossa Senhora dos Aborígenes”, venerada pelos povos nativos da Austrália. O presente foi entregue pelo bispo local, Dom Eugênio Hurley, que se declarou feliz pela oportunidade de acolher o Papa “em nome de todos os australianos”, mas, de modo particular, dos nativos.
Fonte: CN Noticias