17/07/08 – Catequese JMJ – Sydney (Bairro: Beverly Hills) (Igreja: Regina Coeli Memorial Church). Pregador: Bispo Salesiano Dom Eduardo (Campo Grande)

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

A JMJ é importante para quem organiza, pra quem participa, para a Igreja e para a sociedade. Podíamos perguntar: “O que é que eu faço com o Espírito Santo? Respondo falando um pouco sobre o tema desta manhã: “Espírito Santo alma da Igreja”.
A fé deve ser vivida na comunidade! I Coríntios 12 – Formamos um só corpo, um só Espírito! O Espírito Santo está presente desde a criação. A Trindade está sempre unida. A aliança de Deus com seu povo, sempre quebrada pelo homem, que Deus sempre dá um jeito de acolher e de resgatar. O Espírito Santo nos faz entender a Palavra, os gestos de Jesus descritos na Bíblia.
A relação de Jesus com os 12 apóstolos é a relação de Deus com o seu povo, mas agora de forma mais concreta, assim se constituiu a Igreja, que começou existir desde os profetas, povo eleito…. Jesus chamou, orientou, animou, corrigiu para formar a Igreja, não foi apenas um forte vínculo de amizade. A Igreja é chamada a viver a experiência do Cristo, pelo Espírito Santo, e ser missionária nos tempos, levando os valores do Evangelho, ou seja, a vida!
A igreja foi, e é, construída com a limitação humana. É humana e pecadora. Porque Deus quis assim? É um mistério. Aquele que não consegue enxergar a dimensão da fé na Igreja Santa e pecadora também não é capaz de entender um Deus que se fez homem. A Igreja se tornou forte a partir do Pentecostes. A Igreja é nascida e alimentada por Deus, pois Jesus prometeu estar conosco até o fim dos tempos. (Mt 28). Nós queremos ser santos, mas temos nossas limitações, pecados, medos, porém estamos à caminho.
Sem o Espírito Santo o Evangelho é apenas letra morta, a Autoridade se torna dominação, a Missão vira publicidade, a Fé em Comunidade se torna apenas relação social e punitiva.
Agir pelo Espírito Santo nos faz respeitar a todos, mesmo os que não aceitam nossa fé e não querem participar do nosso banquete. Ele mesmo nos impulsiona a lutar contra tudo que não favorece a vida plena.
A nossa unidade está nos sucessores dos apóstolos, por isso Igreja Católica Apostólica Romana. Não basta seguir somente o Papa, temos que nos relacionar com a Diocese, o Bispo, o Padre… Assim a Igreja se torna Sacramento enquanto Sinal Sagrado.
Jesus quis estar no nosso meio por meio da Igreja, da Eucaristia. Cada pecadinho meu é pecado da Igreja, por isso é que há Sacramento da Reconciliação. Por isso não podemos ver a fé de modo egoísta. A cobrança não será só pelo que fiz: “fui santo ou não”, mas pelo quanto vivi em coerência e fiz propagar a justiça e o amor para a sociedade.
Os momentos da fé nas Celebrações são para abastecer, mas é muito importante a dimensão da caridade, do doar-se ao próximo concretamente. O mesmo Espírito Santo é à força de Jesus em nós. Somos Sacrários Vivos e não devemos esquecer dessa responsabilidade.
Pensar as coisas do Alto significa trazer os Valores do Alto para o mundo. Deus nos criou no mundo e é nele que temos que fazer diferença. Viva bem nossa humanidade, pois Jesus, quando homem, deu plenitude à humanidade.

17/07/08 – Homilia da missa na Catequese JMJ (Bairro: Beverly Hills) (Igreja: Regina Coeli Memorial Church). Pregador: Bispo Salesiano Dom Eduardo (Campo Grande).

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

I Coríntios 12,4-13
Salmos: O Senhor é minha luz e salvação!
Mateus 16,13-19. Quem é o filho de Deus?!
Jesus quis ter certeza de que os discípulos sabiam que Ele era o Messias antes de instituir a Igreja. Em atos dos apóstolos está a receita para ser Igreja, viver a Unidade: Tudo para o bem comum.
Todos somos importantes na Igreja. Sem o rosto jovem a Igreja estaria desfigurada. E todos nós somos convidados a viver em comunhão, pois é esta “Comunhão na Igreja”, o “vejam como eles se amam” que atrai as pessoas que estão fora. É o grande desafio: Unidade na Diversidade.
O problema é viver somente para o “eu”. Vivemos uma cultura de satisfação social, cultura do descartável. A Igreja não deve ser lugar disso, devemos considerar a Igreja com Razão, Emoção (coração), com Vontade e Abraçar a Fé. Não olhar somente “os pecados” da Igreja, mas ver tudo que ela é para a sociedade (ver o que é bom). Às vezes não seguimos a Igreja, muito menos o que ela nos ensina, porque não a amamos de verdade. Pode ser que não concordamos com a Igreja mas devemos seguir o que ela indica, porque é pelo Espírito Santo que ela é inspirada.
Devemos dizer SIM a Deus mesmo não querendo, pois se é a vontade de Deus, com certeza será o melhor para nós!

17/07/08 – Chegada do Papa no Cais do Barangaroo.

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

(Nesta ocasião estávamos num outro local que nossas credenciais davam acesso (Domain) e vimos tudo pelo telão. A acolhida do Papa e principalmente sua mensagem, mas infelizmente não consegui anotar quase nada pois a tradução não funcionou (a sintonia do rádio estava péssima) e então optei por deixar aqui alguns trechos ao ler a mensagem do Papa assim que retornei. Alguns trechos:
Queridos jovens,
Que grande alegria é para mim poder saudar-vos aqui em Barangaroo, nas margens desta magnífica baía de Sidney, com a sua famosa ponte e a Opera House! Muitos de vós são deste país, do seu interior ou das dinâmicas comunidades multiculturais das cidades australianas. Outros chegaram das ilhas disseminadas pela Oceânia, outros ainda vieram da Ásia, do Médio Oriente, da África e das Américas. Entretanto um certo número chegou de tão longe como eu, ou seja, da Europa! Seja qual for o país donde vindes, finalmente estamos aqui, em Sidney! E juntos estamos presentes neste nosso mundo como família de Deus, como discípulos de Cristo, confirmados pelo seu Espírito para sermos testemunhas do seu amor e da sua verdade diante de todos.
A variedade de nações e culturas donde provindes demonstra que a Boa Nova de Cristo é verdadeiramente para todos e cada um; ela chegou aos confins da terra. E, no entanto, sei também que um bom número de vós ainda anda à procura duma pátria espiritual. Alguns dentre vós, sem dúvida alguma bem-vindos entre nós, não são católicos nem cristãos. Talvez outros de vós se movam na periferia da vida da paróquia e da Igreja. A vós desejo oferecer o meu encorajamento: aproximai-vos do abraço amoroso de Cristo; reconhecei a Igreja como vossa casa. Ninguém é obrigado a ficar de fora, porque desde o dia do Pentecostes a Igreja é una e universal.
Nesta tarde, desejo abarcar também quantos não estão aqui presentes entre nós. Penso de modo especial nos doentes ou nos deficientes psíquicos, nos jovens encarcerados, em quantos penam à margem das nossas sociedades e naqueles que por qualquer razão se sentem alienados da Igreja. A eles digo: Jesus está perto de ti! Experimenta o seu abraço que cura, a sua compaixão, a sua misericórdia!
Há quase dois mil anos, os Apóstolos, reunidos na sala superior da casa juntamente com Maria (cf. Act 1, 14) e algumas mulheres fiéis, ficaram cheios de Espírito Santo (cf. Act 2, 4). Naquele momento extraordinário que marcou o nascimento da Igreja, a confusão e o medo, que se tinham apoderado dos discípulos de Cristo, transformaram-se numa convicção vigorosa e na certeza de um objetivo. Sentiram-se impelidos a falar do seu encontro com Jesus ressuscitado, que afetuosamente já tratavam por Senhor. Na sua diversidade, os Apóstolos eram pessoas comuns. Nenhum podia afirmar que fosse o discípulo perfeito. Não tinham conseguido reconhecer Cristo (cf. Lc 24, 13-32), deveriam envergonhar-se da sua ambição (cf. Lc 22, 24-27), tinham-No até negado (cf. Lc 22, 54-62). E todavia, quando ficaram cheios de Espírito Santo, sentiram-se trespassados pela verdade do Evangelho de Cristo e inspirados a proclamá-lo sem medo. Revigorados, gritaram: Arrependei-vos, fazei-vos batizar, recebei o Espírito Santo (cf. Act 2, 37-38)! Fundada sobre o ensino dos Apóstolos, a união fraterna, a fração do pão e a oração (cf. Act 2, 42), a jovem comunidade cristã saiu a terreiro para se opor à perversidade da cultura que a rodeava (cf. Act 2, 40), para cuidar dos seus próprios membros (cf. Act 2, 44-47), para defender a sua fé em Jesus que era hostilizada (cf. Act 4, 33) e para curar os doentes (cf. Act 5, 12-16). E, dando cumprimento ao mandato recebido do próprio Cristo, partiram testemunhando a maior história de todos os tempos: que Deus Se fez um de nós, que o divino entrou na história humana para poder transformá-la e que somos chamados a mergulhar no amor salvífico de Cristo que triunfa do mal e da morte.
A partir de então, homens e mulheres partiram para contar a mesma história, testemunhando o amor e a verdade de Cristo e contribuindo para a missão da Igreja. Ao nosso pensamento vêm hoje os pioneiros – sacerdotes, freiras e frades – que chegaram a estas praias e a outras partes do Pacífico, vindos da Irlanda, da França, da Grã Bretanha e doutros lados da Europa. A maior parte deles eram jovens – alguns não tinham sequer vinte anos – e, quando se despediram para sempre dos pais, dos irmãos, das irmãs, dos amigos, bem sabiam que seria improvável o seu regresso a casa. As suas vidas foram um testemunho cristão livre de interesses egoístas. Tornaram-se construtores humildes mas tenazes duma herança social e espiritual tão grande que ainda hoje proporciona bondade, compaixão e orientação a estas nações. E foram capazes de inspirar uma geração nova.
Queridos amigos, a vida não é governada pela sorte, nem é casual. A vossa existência pessoal foi querida por Deus, abençoada por Ele, tendo-lhe dado uma finalidade (cf. Gen 1, 28). A vida não é uma mera sucessão de fatos e experiências, por mais úteis que muitos deles se possam revelar. Mas é uma busca da verdade, do bem e da beleza. É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar por quantos vos olham como meros consumidores num mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabanda como beleza, e a experiência subjetiva suplanta a verdade.
Cristo oferece mais… antes, oferece tudo! Só Ele, que é a Verdade, pode ser o Caminho e, consequentemente, também a Vida. Assim, o «caminho» que os Apóstolos estenderam até aos confins da terra é a vida em Cristo. É a vida da Igreja. E a entrada nesta vida, na vida cristã, é o Batismo.
Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o «caminho» que satisfaz todo o anseio humano e a «vida» da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz (cf. ibid., 100). A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objetivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referimento ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe um visão global. Se Deus é irrelevante na vida pública, então a sociedade poderá ser plasmada segundo uma imagem alheada de Deus. Mas quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». Aquilo que fora pomposamente exaltado como engenho humano, bem depressa se manifestou como loucura, avidez e exploração egoísta. E assim fomo-nos consciencializando cada vez mais da necessidade de humildade perante a delicada complexidade do mundo de Deus.
Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não violência, o progresso sustentável, a justiça e paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congênita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Batismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sidney levareis pelo mundo!

Veja a mensagem na integra no link:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/july/documents/hf_ben-xvi_spe_20080717_barangaroo_po.html

18/07/08 – Catequese JMJ – Sydney (Bairro: Beverly Hills) (Igreja: Regina Coeli Memorial Church). Pregador: Dom Antônio.

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

Não deixar morrer o entusiasmo muitas vezes momentâneo. Deus confia em nós porque nos ama! Este nosso diálogo hoje aqui tem embasamento no documento específico sobre o Espírito Santo escrito pelo Papa João Paulo II.
O Espírito Santo não é só impulsionador, mais que isso, Ele é o orientador dos passos (Atos 8,29). Desde o começo é este Espírito Santo quem guia. Os 12 apóstolos representam à hierarquia da Igreja, o povo escolhido, as 12 tribos de Israel, e o Espírito Santo agiu através deles e trabalha hoje em quem escuta (quem toma posse da Palavra de Deus).
Nada é acaso, tudo o que acontece tem a intervenção do Espírito Santo. Devemos acreditar nesta presença que nos auxilia. Devemos também ter a ciência de que quando o cristão fala é a Igreja que fala, é o próprio Cristo, pois é o mesmo Espírito Santo quem age. Por isso quando falamos, testemunhamos há a necessidade de seguir as orientações da Igreja.
O Espírito Santo nos torna missionários da Igreja. E como conseguir ser missionário da Igreja? Comunhão com Deus, partilha, sacramentos e oração nos auxiliam a permanecer cheios da graça para estar em missão.
Devemos tomar cuidado com essa cultura de morte que tem “movido” a sociedade, essas mentalidades de ateísmo prático que dizem que acreditam mas vivem como se não acreditassem. Vivem segundo a carne e não segundo o Espírito Santo.
Um fato: Não posso falar de Jesus Cristo, da Igreja, se não os conheço profundamente. Não posso falar da Doutrina, dos Sacramentos, se não os conheço. Nós somos a Esperança desse mundo adormecido! A linguagem a ser usada é a da Acolhida, do Amor, da Alegria!
O Bispo então citou um dos discursos do Papa Bento XVI: “O coração da Igreja de Jesus Cristo está aqui! Caros jovens, muitos de vós se preocupam com o futuro. Quanta angustia,… Como dar sentido à vida? Como viver no Espírito? Tanto maior é o amor de Deus, tanto maior deve ser o testemunho de vocês. Somente Cristo pode satisfazer o homem (a necessidade de amor). Ser embaixador do Evangelho não é opção facultativa, pois é urgente transmitir a Boa Nova ao mundo. Deixai-vos guiar pelo protagonista da missão: o Espírito Santo. Cada um de vós tenha a coragem de prometer ao Espírito Santo que irão conduzir ao menos um jovem à Jesus Cristo. Para tal sede santos e missionários”.
Hoje não fale, apenas escute! Através do Espírito Santo Deus vai nos dizer que Ele nos ama e não dispensa ninguém! Escutemos a Deus!

18/07/08 – Homilia da missa na Catequese JMJ (Bairro: Beverly Hills) (Igreja: Regina Coeli Memorial Church). Pregador: Dom Antônio.
(O bispo falou bem pouco na homilia pois a programação estava atrasada)
I Coríntios 9,16-18.
Salmos 95,1-3 e 7-10
Mateus 28,16-20.
Ide por todo mundo e a todo lugar! São Paulo teve a consciência tranqüila de cumprir sua missão. Ele diz: combati o bom combate, defendi a fé…

19/07/08 – Homilia na Missa de “despedida” presidida pelo Pe. Anderson – Paróquia São José (Bairro: Riverwood)

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

Na homilia o Pe Anderson agradeceu algumas famílias que nos acolheram que participaram conosco da missa. Ele disse que ouviu no Noticiário que alguns australianos (boa parte) estão divididos: os que gostaram de “sediar” a JMJ e outros que odiaram e reclamam da “muvuca”. (Isso se confirmou quando notamos uma manifestação com faixas bastante agressivas xingando o Papa e os peregrinos no caminho da Vigília).
O Pe Anderson disse também que Sydney é uma cidade má (nesse dia o Evangelho falava que Jesus exortava sobre o bem e o mal). Sydney é má por tirar nossa atenção de peregrinos em meio a tanta beleza, podendo alguns se esquecer do sentido verdadeiro da JMJ. Sugeriu que a próxima JMJ deveria ser num deserto da África. (Nesse momento até os australianos que participaram conosco riram quando ouviram um dos nossos amigos de JMJ traduzirem o que o Pe Anderson falava – em português – para inglês).

19/07/08 – Vigília com o Papa Bento XVI – Randwick

Setembro 29, 2008 por conexaojornada


O Papa chegou as 19h45. Alguns representantes de diferentes países saudaram-no e fizeram preces em diversos idiomas. O Papa fez seu belo e longo discurso. Infelizmente a tradução falhou inúmeras vezes pelo rádio. Após o discurso fizemos adoração ao Santíssimo!
Segue um pequeno trecho que anotei da mensagem do Papa:
“Queridos amigos, que o Espírito Santo guie vossos passos e vos faça dar testemunho de vida. Que Deus os abençoe! Meus queridos amigos, Igreja quer dizer: todos unidos no mesmo corpo. Viver em comum! Para isso deixai-vos plasmar (guiar) pelo Espírito Santo”.
Alguns dos momentos vividos ali na espera, durante e pós vigília narrarei futuramente.
Como neste espaço me propus a transcrever apenas as mensagens então pude ler e meditar as mensagens que ficam visualizáveis no site do Vaticano e quando as leio sinto-me novamente naquele lugar ouvindo a voz do Papa e lembrando de alguns trechos que consegui entender quando lá estava e outras vezes, no entanto, me deparo com a riqueza de seus discursos. Abaixo trago algumas de suas “falas” de algumas coisas que me tocaram e agora partilho:
Reunidos diante da nossa Cruz que muito peregrinou e do ícone de Maria, sob o esplendor celeste da constelação do Cruzeiro do Sul, rezamos. Nesta noite, eu rezo por vós e pelos jovens de todos os cantos do mundo. Deixai-vos inspirar pelo exemplo dos vossos Santos Patronos. Acolhei no vosso coração e na vossa mente os sete dons do Espírito Santo. Reconhecei e acreditai na força do Espírito Santo em vossa vida.
Nesta noite, fixamos a nossa atenção sobre «como» tornar-se testemunhas. Precisamos conhecer a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Não é fácil! Com efeito, a variedade de imagens que encontramos na Escritura relativas ao Espírito Santo – vento, fogo, sopro – são sinais da nossa dificuldade em exprimir uma noção articulada sobre Ele. E, todavia sabemos que é o Espírito Santo, silencioso e invisível, quem proporciona orientação e definição ao nosso testemunho sobre Jesus Cristo.
A sociedade contemporânea está a sofrer um processo de fragmentação por causa dum modo de pensar que é, por sua natureza, de visão curta, porque transcura o horizonte inteiro da verdade – da verdade referente a Deus e relativa a nós. Por sua natureza, o relativismo não consegue ver o quadro inteiro. Ignora aqueles mesmos princípios que nos tornam capazes de viver e crescer na unidade, na ordem e na harmonia.
Qual é a nossa resposta, enquanto testemunhas cristãs, a um mundo dividido e fragmentado?
É o Espírito que guia a Igreja pelo caminho da verdade total e a unifica na comunhão e nos atos do ministério. Infelizmente persiste a tentação de «seguir em frente sozinho». Alguns falam da sua comunidade local como de algo separado da chamada Igreja institucional, descrevendo a primeira como flexível e aberta ao Espírito e a segunda como rígida e privada do Espírito.
Amados jovens, porventura não foi por causa da vossa fé que amigos em dificuldade ou à procura de um sentido para a sua vida vieram falar convosco? Permanecei vigilantes. Procurai saber ouvir. Consegui vós ouvir, através das dissonâncias e divisões do mundo, a voz concorde da humanidade?
Quem poderá satisfazer este desejo humano essencial de ser alguém, viver imerso na comunhão, ser edificado, ser guiado para a verdade? O Espírito Santo… Esta é a sua função: levar a termo a obra de Cristo. Enriquecidos pelos dons do Espírito, vós tendes a força de ultrapassar as visões parciais, a utopia vã, a precariedade fugaz e oferecer a coerência e a certeza do testemunho cristão.
Amigos, quando rezamos o Credo, afirmamos: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida». O «Espírito criador» é a força de Deus que dá vida à criação inteira e é a fonte de vida nova e abundante em Cristo. O Espírito mantém a Igreja unida ao seu Senhor e fiel à Tradição apostólica. É o inspirador das Sagradas Escrituras e guia o povo de Deus para a plenitude da verdade (cf. Jo 16, 13). Por estes variados modos, o Espírito é o «dador de vida» que nos conduz mesmo até ao coração de Deus. Assim, quanto mais consentirmos ao Espírito Santo que nos guie, tanto maior será a nossa configuração a Cristo e mais profunda a nossa imersão na vida de Deus uno e trino. Esta participação na própria natureza de Deus verifica-se no desenrolar dos acontecimentos da vida diária, nos quais Ele sempre está presente. Há momentos, porém, em que podemos nos sentir tentados a procurar certas satisfações fora de Deus. O próprio Jesus perguntou aos Doze: «Também vós quereis retirar-vos?» (Jo 6, 67). Talvez um tal afastamento ofereça a ilusão da liberdade. Mas onde nos leva? Para quem havemos nós de ir? De fato, em nossos corações, sabemos que só o Senhor tem «palavras de vida eterna» (Jo 6, 67-69). O afastamento d’Ele é só uma tentativa vã de fugirmos de nós mesmos (cf. Santo Agostinho, Confissões, VIII, 7). Deus está conosco, não na fantasia, mas na realidade da vida. O que temos de procurar é enfrentar a realidade, não fugir dela. Por isso, o Espírito Santo atrai-nos delicada mas resolutamente para aquilo que é real, duradouro, verdadeiro. É o Espírito que nos reconduz à comunhão com a Trindade Santíssima.
O Espírito Santo faz-nos habitar em Deus e Deus em nós; mas é o amor que causa tudo isto. Portanto, o Espírito é Deus enquanto amor. O amor é o sinal da presença do Espírito Santo. As idéias ou as palavras que carecem de amor – ainda que se apresentem sofisticadas ou sagazes – não podem ser «do Espírito». Além disso, o amor apresenta um traço particular: longe de ser permissivo ou volúvel, tem uma missão ou um objetivo a realizar que é o de permanecer. Por sua natureza, o amor é duradouro. Mais uma vez, queridos amigos, podemos dar uma vista de olhos àquilo que o Espírito Santo oferece ao mundo: amor que dissolve a incerteza; amor que supera o medo da traição; amor que traz em si a eternidade; o verdadeiro amor que nos introduz numa unidade que permanece.
Jovens caríssimos, fazei com que o amor unificante seja a vossa medida; o amor duradouro seja o vosso desafio; o amor que se dá a vossa missão.
Os dons do Espírito que atuam em nós imprimem a direção e dão a definição do nosso testemunho. Orientados por sua natureza para a unidade, os dons do Espírito ligam-nos ainda mais estreitamente ao conjunto do Corpo de Cristo, colocando-nos em melhores condições para edificar a Igreja e, assim, servir o mundo (cf. Ef 4, 13). Chamam-nos a uma ativa e jubilosa participação na vida da Igreja: nas paróquias e nos movimentos eclesiais, nas aulas de religião na escola, nas capelanias universitárias e nas outras organizações católicas. Sim, a Igreja deve crescer na unidade, deve revigorar-se na santidade, rejuvenescer e renovar-se constantemente. Mas com que critérios? – Os do Espírito Santo. Voltai-vos para Ele, amados jovens, e descobrireis o verdadeiro sentido da renovação.
Nesta noite, reunidos aqui sob a beleza deste céu noturno, os nossos corações e as nossas mentes estão repletas de gratidão a Deus pelo grande dom da nossa fé na Trindade. Recordamos os nossos pais e avós que caminharam ao nosso lado quando – éramos nós crianças – sustentaram os primeiros passos do nosso caminho de fé. Agora, passados muitos anos, eis-vos aqui reunidos como jovens adultos ao redor do Sucessor de Pedro. Inunda-me uma profunda alegria por estar convosco. Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus. Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária. Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor. No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.
E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: «Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!» Acreditai n’Ele! Acreditai na força do Espírito do amor!

Leia o discurso do Papa completo no link:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/july/documents/hf_ben-xvi_spe_20080719_vigil_po.html

Abraços, Fiquem com Deus!
Michael

20/07/08 – Missa de Encerramento da JMJ com o Papa Bento XVI

Setembro 29, 2008 por conexaojornada

Segue abaixo algumas mensagens do discurso do Papa que anotei no momento em que ele nos dizia! Dessa vez a tradução funcionou direitinho!

            É dos Atos dos Apóstolos (Atos 1,8) que selecionaram o Tema da JMJ: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas até os confins do mundo!. É o Pentecostes, ontem e hoje! Vimos hoje cumprida essa promessa!

            No Evangelho de São Lucas antes de começar sua missão Jesus lê o Livro do Profeta Isaias e a Palavra se cumpre: “O Espírito do Senhor está sobre mim para libertar os cativos, recobrar a vista aos cegos…”.

            Oro para que esses jovens do mundo inteiro se tornem uma nova geração de apóstolos, que vivam um novo Pentecostes!

            É o mesmo Espírito. O próprio Jesus veio nos trazer o Espírito Santo, é a luz que nos faz enxergar com novos olhos.

            O poder do Espírito nunca deixa  a Igreja!

            Queridos jovens, o que vocês vão deixar para a próxima geração?

            Formemos um mundo que viva um amor puro e verdadeiro. A igreja precisa da sua fé e generosidade. Nós trabalhamos para a civilização do amor!

 

O Papa disse em língua portuguesa: (É sempre muito emocionante!)

“Amados jovens de língua portuguesa! Deus não vos quer sozinhos. Ele vos deu o Espírito Santo! Levai esse Fogo Santo a todos os cantos da Terra, vivei do Espírito e pelo Espírito!”.

 

Abaixo trago alguns “recortes” da mensagem lida no site:

Nestes dias, vim também eu como Sucessor de Pedro a esta maravilhosa terra da Austrália. Vim para confirmar-vos, meus jovens irmãos e irmãs, na vossa fé e abrir os vossos corações ao poder do Espírito de Cristo e à riqueza dos seus dons. Rezo para que esta grande assembléia, que congrega jovens «de todas as nações que há debaixo do céu» (Act 2, 5), se torne um novo Cenáculo. Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.

De fato, em cada Missa o Espírito Santo, invocado na oração solene da Igreja, desce novamente não só para transformar os nossos dons do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas fazendo de nós, com a sua força, «um só corpo e um só espírito em Cristo».

Mas, o que é este «poder» do Espírito Santo? É o poder da vida de Deus. É o poder do mesmo Espírito que pairou sobre as águas na alvorada da criação e que, na plenitude dos tempos, levantou Jesus da morte. É o poder que nos conduz, a nós e ao nosso mundo, para a vinda do Reino de Deus.

Aqui na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza. Os nossos olhos se abriram para contemplar o mundo circundante tal como verdadeiramente é: «repleto – como disse o poeta – da grandeza de Deus», cheio da glória do seu amor criador. Também aqui, nesta grande assembléia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado.

A força do Espírito não cessa jamais de encher de vida a Igreja. Através da graça dos sacramentos dela, esta força flui também no nosso íntimo como um rio subterrâneo que alimenta o espírito e nos atrai e aproxima cada vez mais da fonte da nossa verdadeira vida, que é Cristo.

No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em ato, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a «força que vem do Alto», uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.

Amados jovens, permiti que vos ponha agora uma questão. E vós o que é que deixareis à próxima geração? Estais a construir as vossas vidas sobre alicerces firmes, estais a construir algo que há-de durar? Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade? Como estais a usar os dons que vos foram dados, a «força» que o Espírito Santo está pronto, mesmo agora, a derramar sobre vós? Que herança deixareis aos jovens que virão? Qual será a diferença impressa por vós?

A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus. Que magnífica visão duma humanidade redimida e renovada entrevemos na nova era prometida pelo Evangelho. A efusão do Espírito de Cristo sobre a humanidade é um penhor de esperança e de libertação contra tudo aquilo que nos depaupera. Tal efusão dá nova vista ao cego, manda livres os oprimidos, e cria unidade na e com a diversidade (cf. Lc 4, 18-19; Is 61, 1-2). Esta força pode criar um mundo novo, pode «renovar a face da terra»

Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.

O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero. Quantos dos nossos contemporâneos escavaram para si mesmos cisternas rotas e vazias (cf. Jer 2, 13) à procura desesperada de sentido, daquele sentido último que só o amor pode dar!? Este é o dom grande e libertador que o Evangelho traz consigo: revela a nossa dignidade de mulheres e homens criados à imagem e semelhança de Deus; revela a sublime vocação da humanidade, que é a de encontrar a própria plenitude no amor; desvenda a verdade sobre o homem, a verdade sobre a vida.

Não tenhais medo de dizer o vosso «sim» a Jesus, de encontrar a vossa alegria na realização da sua vontade, entregando-vos completamente para chegardes à santidade e pondo os vossos talentos a render para o serviço dos outros.

Ser «batizados» no Espírito significa ser incendiados pelo amor de Deus. «Beber» do Espírito (cf. 1 Cor 12, 13) significa ser refrescado pela beleza do plano de Deus sobre nós e o mundo, e tornar-se por sua vez uma fonte de refrigério para os outros. Ser «selados com o Espírito» significa, além disso, não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor.

Queridos jovens, devemos permanecer fiéis ao «sim» com que acolhemos a oferta de amizade feita pelo Senhor. Sabemos que Ele nunca nos abandonará. Sabemos que sempre nos apoiará com os dons do Espírito

 

Vale a pena ler a mensagem inteira pelo link:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2008/documents/hf_ben-xvi_hom_20080720_xxiii-wyd_po.html

 

Espero que tenham gostado da “partilha” dessas mensagens da JMJ/08. E em breve estarei “postando” o “dia-a-dia” vividos na JMJ, forma momentos marcantes, ora difíceis ora extremamente engraçados. Por ora, deixo-vos com o convite do Papa ao término da JMJ/08:

 

Queridos amigos,

Chegou agora o momento de dizermos «Adeus», ou melhor, «Até à próxima». A todos vos agradeço por terdes participado na Jornada Mundial da Juventude 2008, aqui em Sidney, e espero voltar a ver-vos daqui a três anos. A Jornada Mundial da Juventude de 2011 terá lugar em Madrid, Espanha. Até lá, rezemos uns pelos outros, e prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo. Que Deus vos abençoe a todos!

 

Abraços! Fiquem Com Deus!!!

Michael

Mensagem do Papa

Julho 26, 2008 por alegarciaaguado

Falaaa Gente!

Segue um trecho de uma das mensagens do papa aos jovens em Sydney…interessante como ele fala sobre o perigo de algo aparentemente nao nocivo, o relativismo. Outro ponto importante é a a afirmação que por mais comum que possa parecer aos nossos ouvidos, precisamos repetir diariamente em nossas vidas:

“recordai-vos que sois criaturas novas” 

É isso ai…Parte desta mensagem pode ser vista em http://jmjbrasil.com.br e a integra em www.vatican.va …segue abaixo o trecho:

“…há algo de sinistro que nasce do facto de liberdade e tolerância serem tantas vezes separadas da verdade. Isto é alimentado pela ideia, hoje largamente espalhada, de que não há uma verdade absoluta para guiar as nossas vidas. Na prática dando indiscriminadamente valor a tudo, o relativismo fez da «experiência» a coisa mais importante. Na realidade, as experiências, desligadas de qualquer consideração do que é bom ou verdadeiro, podem conduzir, não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral ou intelectual, a uma atenuação dos princípios, à perda da auto-estima e mesmo ao desespero.

Queridos amigos, a vida não é governada pela sorte, nem é casual. A vossa existência pessoal foi querida por Deus, abençoada por Ele, tendo-lhe dado uma finalidade (cf. Gen 1, 28). A vida não é uma mera sucessão de factos e experiências, por mais úteis que muitos deles se possam revelar. Mas é uma busca da verdade, do bem e da beleza. É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria. (…)

Cristo oferece mais… antes, oferece tudo! Só Ele, que é a Verdade, pode ser o Caminho e, consequentemente, também a Vida. (…)

Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o vértice do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o «caminho» que satisfaz todo o anseio humano e a «vida» da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz (cf. ibid., 100).

 

Grande Abraço a todos!

 

Alexandre